sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

O PRESÉPIO DE NATAL


                Um dos maiores símbolos de Natal, sem dúvida alguma, é o presépio. São as imagens colocadas junto ao pinheiro, representando o nascimento de Jesus Cristo, conforme está escrita na Bíblia cristã. Suas peças são feitas de materiais variados, dependendo da criatividade de quem o monta. Uns utilizam de madeira, outros de lixo reciclável, também de gesso, etc. O tamanho também pode variar, pois tem locais que se coloca miniaturas e outros que fazem em tamanho real, dependendo do espaço físico que se tem.

             De acordo com fontes históricas, o primeiro presépio foi montado por São Francisco de Assis no Natal de 1223. O frade católico, montou o presépio em argila na floresta de Greccio (comuna italiana da região do Lácio). Sua ideia era montar o presépio para explicar as pessoas mais simples o significado e como foi o nascimento de Jesus Cristo. No século XVIII, a tradição de montar o presépio, dentro das casas das famílias, se popularizou pela Europa e, logo em seguida, por outras regiões do mundo.

                  É tradição em várias regiões do mundo a montagem do presépio na época de Natal. Os presépios podem várias em tamanho e materiais usados. Existem presépios minúsculos e outros em tamanho real. As peças podem ser feitas de madeira, argila, metal ou outros materiais. O mais comum, atualmente, é a montagem dentro das casas das famílias cristãs. Porém, encontramos também presépios em lojas, empresas, praças, escolas e outros locais públicos.

Peças do presépio (personagens representados)

- Menino Jesus (filho de Deus e o Salvador)

- Virgem Maria (mãe de Jesus Cristo)

- José (pai de Jesus Cristo)

- Manjedoura com palhas em um curral (local onde nasceu Jesus)

- Burro e Boi ou ovelhas (animais do curral, representam a simplicidade do local onde Jesus nasceu)

- Anjos (responsáveis por anunciar a chegada de Jesus)

- Estrela de Belém (orientou os reis Magos quando Jesus nasceu)

- Pastores (representam a simplicidade das pessoas do local em que Jesus nasceu)

- Reis Magos (Melquior, Baltazar e Gaspar).

          Também o presépio, na atualidade, é frequente ver representações de pessoas interpretando os personagens bíblicos para passar às demais pessoas a representação dessa crença cristã. Observamos com maior frequência esse tipo de representação nas igrejas cristãs, que na noite da véspera de Natal fazem suas celebrações religiosas em homenagem as suas tradições.


Fonte: Sua Pesquisa.com, pelo link http://www.suapesquisa.com/natal/presepio_natal.htm, acessado no dia 25 de dezembro de 2015.

Equipe Novos Historiadores do Brasil

Contato pelo e-mail novoshistoriadores@gmail.com


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

2015 RELEMBRA OS 60 ANOS DA ATITUDE DE ROSA PARKS


      No dia 01 de dezembro de 1955, no município de Montgomery, na capital do Alabama nos Estados Unidos, Rosa Parks sentou-se nos primeiros acentos do ônibus, após o dia de trabalho, para descansar enquanto ia para sua casa. Naquela época, as primeiras fileiras de acentos eram designados somente para homens e mulheres com a cor de pele branca.

         Quando o motorista – branco – exigiu que ela e outros três negros se levantassem para dar lugar a brancos que haviam entrado no ônibus, Parks se negou a cumprir a ordem. Ela continuou sentada e, por isso, foi detida e levada para a prisão.

         O protesto silencioso de Rosa Parks propagou-se rapidamente. O Conselho Político Feminino organizou, a partir daí, um boicote de ônibus urbanos, como medida de protesto contra a discriminação racial no país. Martin Luther King Jr. foi um dos que apoiaram a ação. O ativista e músico Harry Belafonte lembra-se como sua vida mudou, após o dia em que King o chamou por telefone para pedir apoio à ação da mulher que ficou conhecida como a "mãe dos movimentos pelos direitos civis" nos EUA.

        "A atitude de Rosa Parks nos permitiu reagir contra as pressões política e social que caracterizavam nossa sociedade. Quando King me telefonou, me chamando para um encontro, comecei, pela primeira vez, a lutar oficialmente por essa causa. Quando nós nos vimos e falamos sobre seus planos, percebi que a partir dali eu me engajaria no movimento liderado por ele e Rosa Parks. Foi um momento muito importante", lembrou Belafonte.

        Poucos dias depois da atitude espontânea de Parks, milhares de negros se recusaram a tomar ônibus a caminho do trabalho. Enquanto as empresas de transporte coletivo começaram a ter prejuízos cada vez maiores, os negros andavam – caminhando muitas vezes vários quilômetros – acenando e cantando pelas ruas, sendo também frequentemente xingados e agredidos por brancos.

Fonte: DW Made For Minds, acessado pelo link http://www.dw.com/pt/1955-rosa-parks-se-recusa-a-ceder-lugar-a-um-branco-nos-eua/a-340929, acessado no dia 08 de dezembro de 2015.

Equipe Novos Historiadores do Brasil
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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

DA FOLHA DE PAPEL PARA A REALIDADE


Nas folhas de papel da prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) os candidatos e as candidatas que prestaram o exame no final de semana nos dias 25 e 26 de outubro de 2015 foram desafiados e desafiadas a refletir sobre o tema “A persistência da violência contra a mulher” a partir de uma passagem da obra “O Segundo Sexo”, do ano de 1949, da filosofa e escritora Simone de Beauvoir, um dos símbolos do feminismo mundial, atual fato que repercutiu em constantes polêmicas pelas redes sociais e rodas de conversa pelo Brasil. Mas o que era apenas um tema de redação em uma prova nos remete a perceber que a realidade é mais dura e que as mulheres, mesmo com suas importantes lutas históricas, ainda continuam sendo alvo de violência, seja ela de qualquer natureza.

Pessoas que não concordam com o ponto de vista da escritora se escandalizaram ao ter essa temática sendo proposta durante uma prova, isso também despertou o radicalismo de políticos que se manifestaram contrários com a abordagem da redação insistindo que o Ministério da Educação estava tentando doutrinar as pessoas com uma ideologia feminista e que a autora em questão não era uma pessoa que compreendia a biologia do ser humano ao retratar em sua obra que "Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino". Tal fato trouxe à tona em nosso país algo que não é atual, mas que estava “mascarado” na sociedade brasileira: o preconceito à mulher, conhecido por todos e todas como machismo. Mas com isso não tivemos apenas a exposição de preconceito contra a mulher, mas também contra as negras através do preconceito étnico e contra todas as classificações que temos relacionadas a imagem de feminilidade, como transexuais, travestis e gays. Algo que vem sendo um fator histórico que vem se repetindo desde as eras passadas da nossa sociedade, no qual as mulheres serviam apenas como “objeto” sexual para procriação e de afazeres domésticos nos lares de famílias e se fossem tentar a vida fora de casa na maioria das vezes seria através da prostituição de seu corpo.


Nem mesmo as personalidades artísticas estão escapando dessa “onda” de violência que vem assolando o mundo virtual, tendo sua intimidade e sua etnia desrespeitada através de vídeos agressivos, ameaças e imagens espalhadas pelas redes sociais. Nem mesmo a presidente da república, senadoras, deputadas e vereadoras estão de fora de tudo isso, pois tivemos há meses atrás pessoas colocando em seus veículos adesivos com imagem da presidente em postura não conveniente e também deputada federal sendo agredida verbalmente com a fala “Feia desse jeito a senhora não merece nem ser estuprada”, como se alguém merecesse sofrer por esse tipo de violência da imaculação do corpo humano. E no Rio Grande do Sul, especificamente no município de Porto Alegre, durante uma apresentação na feira de livros com temáticas feministas, alternativa à Feira do Livro de Porto Alegre, mulheres foram agredidas por policiais que utilizaram de força desnecessária contra as presentes no evento. As mulheres sempre foram “seres” relacionados ao pecado pelas religiões, de uso sexual pela sociedade e de imagem na política e na cultura da maioria dos povos que temos espalhados pelo mundo.

        Não podemos mais, em pleno século XXI, que continue tendo no nosso planeta uma propagação de cultura na qual a mulher venha a ser ainda uma pessoa que não faz parte da sociedade e que vem a servir apenas como “dona do lar”, a “mamãe do ano”, como se os homens também não tivesse que ter parte na educação dos filhos e das filhas, ou como profissionais que não devam ter os mesmos direitos e deveres no mercado de trabalho que os homens. Pois se é para se voltar o olhar para alguma religião ou cultura percebe-se que independente do gênero, da classificação, denominação e/ou orientação feminina uma pessoa completa a outra e vice-versa.


Jéferson Cristian Guterres de Carvalho
Graduando em bacharel em História
Universidade Luterana do Brasil - campus Canoas

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

FUGIR DA GUERRA PARA ENFRENTAR UMA NOVA GUERRA


A América sempre foi uma terra que sempre acolheu enorme quantidade de imigrantes vindos de muitas partes do mundo, principalmente da Ásia e da Europa no século XIX, com sua maioria se direcionando para a América Central e América do Sul. Teve por volta dos séculos XV e XVI imigrantes que aproveitaram a oportunidade para colonizar e formar novas nações.

Atualmente, em pleno século XXI, o mundo tem presenciado uma enorme movimentação de pessoas fugindo das guerras civis do continente africano se direcionando para a Europa e para a América. Quanto a Europa apenas está tendo um processo histórico, onde em seu processo de evolução do Velho Mundo se utiliza de algumas diretrizes militares e imperiais para retirar pessoas de origem mais humildes para o continente africano e agora essas pessoas retornam necessitando de ajuda. A América tem então o dever de acolher os refugiados já que na América do Norte temos os interesses dos Estados Unidos que impede a ONU de intervir nos países afetados com a guerra para não perderem uma de suas fontes de renda: a venda de armamentos para a continuidade desses atos de combates.

O Brasil, assim como alguns outros países, tem recebido uma grande leva de imigrantes que fogem de seus países em embarcações precárias e correndo risco de vida e problemas de saúde pelo oceano. Cenas chocantes como o de pessoas aparecendo mortas nas praias, “coiotes” deixando crianças em estação de ônibus por que seus pais não tem mais dinheiro para pagar o restante do trajeto e facções criminosas escravizando pessoas com falsas promessas de lhes ajudarem com regularização de documentos e aproximação com sua família. O pior de tudo é que fogem da guerra para ter paz nos países que chegam e acabam tendo que enfrentar outro tipo de guerra: a xenofobia e o racismo.


O mundo está apenas presenciando o que na história se perdeu, o reconhecimento de povos que foram expulsos de suas terras e de guerras religiosas e políticas que são travadas pelos mesmos motivos que se tinha no início das cidades-estados com o império romano e outros impérios que tinham como forma de ter o respeito dos demais o sistema expansionista, são nações querendo expandir sua ideologia pelo mundo e que arrumaram outras formas de se infiltrar em nações alheias para assim ir espalhando seu “respeito” a partir do terror, quando as pessoas pararem de querer a guerra para querer realmente a paz a partir da paz iremos parar de ver as pessoas expulsando e matando pessoas.


Jéferson Cristian Guterres de Carvalho
Graduando em História na Universidade Luterana do Brasil – Campus Canoas