quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

CASTELOS MEDIEVAIS




Os castelos são arquiteturas interessantes que mexem com o nosso imaginário, onde viajamos em mundos de fantasia com princesas e príncipes, monstros, fantasmas e também o fascínio do romantismo e do poder político de uma nação. Uma construção que pode apenas nos encantar por sua beleza ou algo que pode nos intrigar com seus mistérios, desde o por quê de sua construção até o verdadeiro motivo deste ter sido construído. A seguir vejamos um pouco do contexto-histórico e origem dos castelos medievais.
Durante a Idade Média (séculos V ao XV) a Europa foi palco da construção de milhares de castelos. Nesta época da história, as guerras eram muito comuns. Logo, os senhores feudais, reis e outros nobres preocupavam-se com a proteção de sua residência, bens e familiares.

Primeiros castelos de madeira
Durante os primeiros séculos da Idade Média (até o século XI, aproximadamente), os castelos eram erguidos de madeira retirada das florestas da região. Seu interior era rústico e não possuía luxo e conforto.

Castelos de pedra
A partir do século XI, a arquitetura de construção de castelos mudou completamente. Eles passaram a ser construído de blocos de pedra. Tornaram-se, portanto, muito mais resistentes. Estes castelos medievais eram erguidos em regiões altas, pois assim ficava mais fácil visualizar a chegada dos inimigos. Um castelo demorava, em média, de dois a sete anos para ser construído.

Arquitetura e funções
Em volta do castelo medieval, geralmente, era aberto um fosso preenchido com água. Esta estratégia era importante para dificultar a penetração dos inimigos durante uma batalha. Os castelos eram cercados por muralhas e possuíam torres, onde ficavam posicionados arqueiros e outros tipos de guerreiros. O calabouço era outra área importante, pois nele os reis e senhores feudais mantinham presos os bandidos, marginais ou inimigos capturados.
Como o castelo medieval era construído com a intenção principal de proteção durante uma guerra, outros elementos eram pensados e elaborados para estes momentos. Muitos possuíam passagens subterrâneas para que, num momento de invasão, seus moradores pudessem fugir.
O castelo era o refúgio dos habitantes do feudo, inclusive os camponeses (servos). No momento da invasão inimiga, todos corriam para buscar abrigo dentro das muralhas do castelo. A ponte levadiça, feita de madeira maciça e ferro, era o único acesso ao castelo e, após todos entrarem, era erguida para impedir a penetração inimiga.
Por dentro, o castelo medieval era frio e rústico, ao contrário do luxo mostrado em muitos filmes sobre a Idade Média. Os cômodos eram enormes e em grande quantidade. O esgoto produzido no castelo era, geralmente, jogado no fosso.
Grande parte destes castelos medievais ainda existe na Europa, porém foram transformados em hotéis, museus ou pontos turísticos. Em cidades do interior da França, Itália, Alemanha, Portugal, Espanha e Inglaterra, podemos encontrar vários exemplos destes interessantes tipos de construção antiga.

Torre de menagem

A torre de menagem, em arquitetura militar, é a estrutura central de um castelo medieval, definida como o seu principal ponto de poder e último reduto de defesa, podendo em alguns casos servir de recinto habitacional do castelo.
A torre de menagem, como é conhecida em Portugal, foi uma estrutura comum nos castelos da Europa medieval, sendo equivalente à torre del homenaje em Castela, o maschio em Itália e o Bergfried na Alemanha, e aproximadamente equivalente ao donjon na França e o keep na Inglaterra. O donjon e o keep, porém, se distinguem por serem de superfície muito grande e serem sempre destinados à habitação da autoridade do castelo. No Japão feudal, a parte do castelo que mais se aproximaria à torre de menagem seria o tenshukaku (天守閣).
Abaixo segue relações de alguns dos castelos mais famosos da Europa:


CASTELO DE HEIDELBERG


A aura fascinante que envolve o castelo de Heidelberg e seu parque resulta provavelmente da mistura especial entre o eterno e o efêmero. Ele parece estar fora desse mundo e é a personificação do romantismo alemão. Mesmo o cenário majestoso das ruínas do castelo, cobertas por trepadeiras, ainda deixa perceber o poder e a glória de seus antigos senhores, a dinastia dos Wittelsbacher. Construído por volta de 1300 como fortaleza, com torres, casamatas e fossos, o complexo cresceu no alto da cidade ao longo de 400 anos, tornando-se um símbolo feudal dos príncipes do Palatinado. A residência mais antiga ainda identificável é a chamada "Ruprechtsbau", com uma suntuosa lareira renascentista no seu interior. A unidade "Ottheinrichsbau" é considerada o primeiro palácio construído em território alemão com uma fachada ricamente ornamentada. A construção mais bem conservada é a "Friedrichsbau", com uma galeria dos príncipes eleitores antepassados na sua fachada. No térreo, fica a igreja do castelo, ainda intacta, com as dependências residenciais acima. O magnífico jardim projetado por ordem de Frederico V, com a intenção de criar pela mão humana um paraíso na terra, exerce um fascínio especial. Durante muito tempo, o Hortus Palatinus foi considerado a oitava maravilha do mundo, embora nunca tenha sido concluído. Para se ter uma impressão do cotidiano dos moradores do castelo de Heidelberg, é oferecida aos sábados uma visita guiada especial sobre "a vida na corte". Uma diversão para toda a família! No prédio Ottheinrichsbau está instalado o Museu Alemão da Farmácia. Aqui você poderá conhecer a história emocionante da farmácia. Passeios Um dos caminhos mais bonitos e mais famosos para se passear em Heidelberg é o Philosophenweg, o "caminho dos filósofos": daqui, você pode apreciar com toda a calma o maravilhoso cenário do centro histórico e do castelo. A Deutsche Limes-Strasse é uma rota turística que acompanha a antiga fronteira entre o Império Romano e as tribos germânicas, conhecida como Limes, patrimônino mundial da UNESCO.


CASTELO DE LOCHES

O Castelo de Loches (em francês: Château de Loches) é um castelo situado no departamento de Indre-et-Loire, no Vale do Loire, em França.
Construído no século IX, cerca de 500 metros acima do rio Indre, o enorme castelo, famoso sobretudo pela sua enorme praça, domina a vila de Loches. O complexo, constituído por três edifícios, incluindo uma das mais antigas torres de menagem da França, é um dos mais bem preservados conjuntos arquitetônicos europeus da Idade Média.
Já em 1840, a igreja pertencente ao castelo foi reconhecida como um Monumento Histórico, estatuto obtido em 1862 pela torre de menagem, a que se seguiu a entrada para o recinto em 1886 e o Logis Royal em 1889. O conjunto está, ainda, classificado pelo Ministério da Cultura. É considerado um dos Castelo do Loire, embora não esteja exatamente no vale daquele rio.
Já no século V existia um vicus em Loches, o qual foi arrasado em 741. No ano de 742 encontra-se uma fortaleza mencionada como mota, referida em registos posteriores como castrum.
Carlos II, o Calvo, deu o castelo, em 840, ao seu fiel cavaleiro Adeland, que o ofereceu à sua neta Roscille. Esta tinha casado com o Conde de Anjou, Fulque I de Anjou, o filho do Visconde Ingelger, e assim levou o castelo para aquela família. De Fulque I, a construção passou para o seu filho Fulque II de Anjou e, depois, para o filho deste, Godofedo I. Em 962, este mandou erguer no local uma igreja dedicada a Santa Maria, onde antes ficava a pequena e simples Igreja de Santa Maria Madalena, construída no século V pelo Bispo de Tours Santo Eustoche. Esta igreja dedicada a Maria foi a predecessora da actual colegiada de Saint-Ours, que até ao século XIX teve o nome de Notre-Dame (Nossa Senhora). O próprio castrum foi reconstruído, embora não esteja claro quem foi o reconstrutor. A única certeza é que foi construído para proteger contra a invasão feita pelos normandos ao Touraine no século X.
Ao filho de Godofedo I, Fulque III de Anjou, é atribuída a construção da torre de menagem, cujo início de edificação aponta, segundo a opinião de investigadores nesta matéria, para o período entre 1013 e 1035. Fulque III estabeleceu durante o seu reinado como Conde de Anjou (987-1040) uma densa rede de fortificações, elevadas a intervalos de cerca de 30 quilómetros por todo o condado e que deviam garantir as pretensões de poder da sua Casa. A torre de menagem em Loches foi fortificada por este motivo.
Após a morte de Fulque III, o castelo foi herdado pelo seu filho, Godofredo II. Uma vez que este faleceu sem deixar descendentes masculinos, o edifício passou em 1060 para o seu sobrinho Godofredo III e, mais tarde, para o irmão deste, Fulque IV. No decurso do conflito permanente com os Condes de Blois-Chartres, o Castelo de Loches esteve, de forma contínua, ligado aos Conde de Anjou desde a sua criação.
Torre de menagem do Castelo de Loches, cuja origem é atribuída a Fulque III de Anjou. No século XII, este castelo foi palco de anos de cerco, quando Henrique II de Inglaterra e os seus filhos, João Sem Terra e Ricardo Coração de Leão lutaram com o rei francês Filipe II pela posse do Touraine. Como Godofredo V de Anjou, neto de Fulque IV, tinha casado em 1128 com Matilde de Inglaterra, neta e herdeira de Guilherme o Conquistador, reivindicou o castelo para si ao rei de França, gerando uma disputa pela sua posse que duraria décadas. O filho de Godofredo V, Henrique II de Inglaterra, herdou o castelo em 1150, mas perdeu-o em 1189 numa disputa familiar com o seu filho, Ricardo Coração de Leão, embora – como toda a Loches – o edifício estivesse agora mais fortificado. Depois de Ricardo Coração de Leão ter sido capturado no regresso da Terceira Cruzada, o seu irmão mais novo entrou num acordo com a Coroa francesa sobre o Castelo de Loches em 1193, mas em 1194 Ricardo retomou-o num golpe. Demorou apenas três horas para que o local voltasse para as mãos inglesas.
Em 1150 já a igreja em estilo românico tinha sido construída nas proximidades da torre de menagem. No entanto, logo que o edifício ficou concluído o teto da nave ruiu, o que levou Thomas Pactius, o prior de então, à construção, cerca de 1165, de duas abóbadas octogonais sobre a nave e do seu telhado.


CASTELO DE PALMELA

O Castelo de Palmela localiza-se na vila, freguesia e concelho de mesmo nome, distrito de Setúbal, em Portugal.
Na península de Setúbal, no contraforte Leste da serra da Arrábida, está situado entre os estuários do rio Tejo e do rio Sado, próximo à foz deste último. Inscreve-se na chamada Costa Azul, no Parque Natural da Arrábida. Do alto da sua torre de menagem, em dias claros a vista se descortina até Lisboa.
À época da Reconquista cristã da península Ibérica, após a conquista de Lisboa (1147) pelas forças de D. Afonso Henriques (1112-1185), vieram a cair no mesmo ano Sintra, Almada e Palmela. Na ocasião, as forças muçulmanas que defendiam Palmela, abandonaram-na, indo refugiar-se em Alcácer do Sal. Desse modo, as forças portuguesas apenas se assenhorearam da povoação e seus domínios. As forças muçulmanas, entretanto, logo se reorganizaram, recuperando a margem sul do rio Tejo. Os cristãos reconquistaram Palmela em 1158. Novamente perdida, foi definitivamente conquistada pelo soberano em 24 de Junho de 1165. A partir do ano seguinte foram-lhe empreendidas obras de reforço.
Com a subida de D. Sancho I (1185-1211) ao trono, a povoação e seus domínios foram doados pelo soberano à Ordem Militar de Santiago, juntamente com Almada e Alcácer do Sal (1186), época em que Palmela recebeu foral, passado pelo seu Mestre. Estas localidades voltariam a cair ante a investida das forças almóadas sob o comando do califa Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur, que, após terem reconquistado o Algarve, avançaram para o norte, vindo a arrancar ao domínio português, sucessivamente, o Castelo de Alcácer do Sal, o Castelo de Palmela e o Castelo de Almada (1190-1191). As defesas de Palmela ficaram bastante danificadas na ocasião. Reconquistada, segundo alguns, ainda anteriormente a 1194, ou mais provavelmente em 1205, o soberano determinou-lhe os reparos necessários em suas defesas, confirmando a doação desses domínios aos monges da Ordem, que aí instalaram a sua sede anteriormente a 1210, uma vez que no testamento do soberano, lavrado nesse ano, já são designados como freires de Palmela. Apenas após a Batalha de Navas de Tolosa (1212), em que se registou uma vitória decisiva para os cristãos peninsulares, é que foram reconquistadas as terras perdidas para além das fronteiras que se estendiam do rio Tejo até Évora.
D. Afonso III (1248-1279), a 24 de Fevereiro de 1255, confirmou à Ordem de Santiago, nas pessoas de seu Mestre, D. Paio Peres Correia, e de seu comendador, os domínios e castelos doados por D. Sancho I e confirmados por D. Afonso II (1211-1223), a saber: Alcácer do Sal, Palmela, Almada e Arruda. O seu filho e sucessor, D. Dinis (1279-1325), confirmou o Foral à vila (1323), acreditando-se que date desta fase a construção da torre de menagem, em estilo gótico, defendendo a porta principal.
Ao final do reinado de D. Fernando (1367-1383), quando do cerco de Lisboa por tropas castelhanas (Março de 1382), os arrabaldes desta vila ao Sul também foram saqueados e incendiados: E tanto se atreveram [as tropas castelhanas], sem achando quem lho contradizer, que foram em batéis pelo rio de Coina acima, e ali saíram em terra, e foram queimar o arrabalde de Palmela, que são dali duas grandes léguas (Fernão Lopes).
Com a eclosão da crise de 1383-1385, o Mestre de Santiago, Fernando Afonso de Albuquerque, na Primavera de 1384, deslocou-se até Lisboa em apoio ao Mestre de Avis, então regente por aclamação popular, tendo integrado a segunda embaixada enviada para a Inglaterra.
Meses depois, durante o cerco de Lisboa pelos castelhanos, foi no alto das torres do Castelo de Palmela que o Condestável D. Nuno Álvares Pereira, após a vitória na batalha dos Atoleiros (1384), acendeu grandes fogueiras para alertar o Mestre de Avis da sua aproximação, o que, de acordo com o cronista causou grande regozijo entre os sitiados (Fernão Lopes. Crónica de D. João I).
Durante o seu reinado, D. João I (1385-1433) procedeu a obras de ampliação e reforço no castelo (1423), determinando ainda a ereção da Igreja e do Convento onde a Ordem de Santiago, emancipada de Castela, se instalará, definitivamente, a partir de 1443.
No contexto da conspiração do duque de Viseu contra D. João II (1481-1495), abortada em 1484 com a morte do primeiro às mãos do segundo, um dos conjurados, o bispo de Évora, Garcia de Meneses, foi encarcerado na cisterna do Castelo de Palmela, onde veio a falecer poucos dias após. O episódio, narrado sumariamente por Rui de Pina e Garcia de Resende, é um pouco mais esclarecedor na crónica deste último: O bispo de Évora, ao tempo da morte do Duque [de Aveiro], estava com a Rainha, e aí o foi chamar, da parte d’el-rei, o capitão Fernão Martins; e em saindo fora, foi logo preso e levado com muita gente e muito recado ao Castelo de Palmela e metido em uma cisterna sem água que está dentro da torre de menagem, onde daí a poucos dias depois faleceu, e dizem que com peçonha.
No século XVI, o rei D. Manuel I (1495-1521) outorgou o Foral Novo à vila (1512).


CASTELO DE WARWICK

O Castelo de Warwick está situado numa encosta de arenito duma curva do Rio Avon. O rio, que corre abaixo do castelo no lado leste, erodiu a rocha onde o castelo se ergue, formando um penhasco. O rio e o penhasco forma defesas naturais.
O castelo fica na cidade de Warwick; quando a construção começou, em 1068, quatro casas pertencentes ao Abade de Coventry foram demolidas para providenciar espaço. A posição do castelo torna-o estrategicamente importante na salvaguarda das Midlands contra rebeliões.
Durante o século XII, o Rei Henrique I suspeitou de Roger de Beaumont, 2.º Conde de Warwick. Para conter a influência do conde, Henrique agraciou Geoffrey de Clinton com uma posição de poder rivalizando com a do conde. As terras que lhe doou incluíam o Kenilworth Castle, um castelo de tamanho, custo e importância comparáveis reconstruído em pedra por Clinton, que fica cerca de 8 km (5 milhas) a norte.
O Castelo de Warwick fica a cerca de 1,6 km (1 milha) da estação de caminhos de ferro de Warwick e a menos de 3,2 km (2 milhas) da saída 15 da autoestrada M40; também fica perto do Aeroporto Internacional de Birmingham
O Castelo de Warwick (em inglês: Warwick Castle, AFI: ['wɒrɪk], worr-ik) é um castelo medieval situado em Warwick, a capital do Condado de Warwickshire, na Inglaterra. Situa-se numa colina dominando uma curva no Rio Avon. O castelo foi construído por Guilherme o Conquistador em 1068 dentro ou adjacente ao burh anglo-saxão de Warwick. Foi usado como fortificação até ao início do século XVII, quando Sir Fulke Greville o converteu numa casa de campo. Pertenceu à família Greville, cujos membros se tornaram Condes de Warwick em 1759, até 1978.
A partir de 1088 o castelo pertenceu tradicionalmente aos Condes de Warwick e serviu como símbolo do seu poder. O castelo foi tomado em 1153 por Henrique de Anjou, mais tarde Henrique II de Inglaterra. Serviu para deter prisioneiros, incluindo alguns da Batalha de Poitiers, no século XIV. Sob a posse de Richard Neville – também conhecido como "Warwick the Kingmaker" , "Warwick o fazedor de reis"– o Castelo de Warwick foi usado, no século XV, para aprisionar o rei inglês, Eduardo IV.
Desde a sua construção, no século XI, o castelo sofreu mudanças estruturais com a adição de torres e edifícios residenciais redesenhados. Originalmente, um motte-and-bailey de madeira, foi reconstruído em pedra no século XII. Durante a Guerra dos Cem Anos, a fachada virada para a cidade foi refortificada, resultando num dos mais reconhecíveis exemplos da arquitectura militar do século XIV.
No século XVII, os campos foram transformados num jardim. As defesas do castelo foram reforçadas na década de 1640 para preparar o castelo para a acção na Guerra Civil Inglesa. Robert Greville, 2.º Barão Brooke, era um Parlamentarista e as forças Realistas montaram cerco ao castelo. Castelo de Warwick resistiu ao cerco e, mais tarde, foi usado para deter prisioneiros feitos pelos Parlamentaristas.
O Tussauds Group comprou a propriedade em 1978 e abriu-o como atracção turística. O edifício é protegido como um Scheduled Ancient Monument (Monumento Antigo Classificado)[1] e um listed building classificado com o Grau I.

Por Jéferson Cristian Guterres de Carvalho


Referências

Blog Viajandoblog, acessado no dia 02 de dezembro de 2012, às 21h:30min.
Blog Fatos Paranormais, acessado no dia 02 de dezembro de 2012, às 22h:07min.
Site do Castelo de Loches, acessado no dia 02 de dezembro de 2012, às 21h:56min.
Site do castelo de Warwick, acessado no dia 02 de dezembro de 2012, às 22h:01min.
Site Europanet, acessado no doa 04 de dezembro de 2012, às 11h:31min.

domingo, 9 de dezembro de 2012

NOVOS ARTIGOS

Pessoal, nesta semana estaremos publicando mais artigos sobre temas abordados em trabalhos de graduandos do curso de História da ULBRA do campus Canoas, pois estaremos solicitando seus artigos e trabalhos para publicarmos em nosso blog.
E todos aqueles e aquelas que querem contribuir com este blog favor enviar seus textos, com informações do (a) autor e referências para o e-mail que segue abaixo.
novoshistoriadores@gmail.com

Equipe do blog Novos Historiadores do Brasil.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

INCLUSÃO NA ESPIRITUALIDADE

Vejam o artigo que o colaborador deste nosso blog escreveu para o blo dos nossos amigos da Espiritualidade Inclusiva.
Sigam o link abaixo e leiam este artigo!!!

http://espiritualidadeinclusiva.blogspot.com.br/2012/09/inclusao-na-espiritualidade.html

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

QUEM ERAM AS BRUXAS?


         Estudar as bruxas é mais do que saber sobre ocultismo, feitiçaria, magias e poções mágicas, é entrar num período da história que nos leva a ver o quanto este assunto pode ser muito mais profundo e ao mesmo tempo entender o quanto a “bruxaria” interferiu no contexto histórico. Dentre as pessoas que foram acusadas de bruxaria estão mulheres, homens, pessoas da nobreza e da própria igreja católica como bispos, padres e até papas.

        A crença em bruxos, magos, feitiços e maldições vêm desde os tempos bíblicos, quando as pessoas atribuíam os fenômenos naturais como inundações, secas, terremotos a forças demoníacas ou espíritos maldosos. Os feitiços já eram considerados problemas na antiga Babilônia, em 1760a.C, quando fazer uso deles seria motivo para pena de morte, segundo o Código de Hamurabi. O livro bíblico Deuteronômio refere-se à bruxaria como uma “abominação”, já em Êxodo há a seguinte afirmação: “não deixarás uma feiticeira viver”. Necromantes, adivinhos e feiticeiros, foram expulsos da Terra pelo rei Saul. Naquela época, a bruxaria e outras artes “ocultistas” eram consideradas pecado ou crimes que perturbavam a lei e a ordem, espalhavam medo e desrespeitavam e irritavam Deus. Foi na idade média, quando a novata igreja cristã e seus papas se envolveram, a situação ficou diferente. Dali em diante, o cristianismo consideraria a bruxaria uma heresia, igual como todas as crenças que exerciam dogmas diferentes do que a igreja ordenava. No princípio, a igreja tratava as pessoas que caíam na tentação do demônio como vítimas iludidas e não como criminosos.
     
       Não eram denunciadas, as autoridades clericais recomendavam que fossem instruídas sobre a natureza estúpida e ilusória da bruxaria. Santo Agostinho, bispo de Hipona na Algéria, 400 d.C., declarou que qualquer um que acreditasse em bruxaria, seria de fato um herege. Em 785 d.C., esta declaração foi banida no concílio de Paderborn, na Alemanha, onde declarou-se que os feiticeiros deveriam se rebaixados ao status de servos e escravos, ficando a serviço da Igreja. Para a igreja cristã, terminar com a magia, bruxaria, feitiçaria, paganismo, não era somente uma maneira de terminar com a “heresia” não era só a fé universal no cristianismo, mas o interesse político que Ela exercia sobre as outras formas de poder. A bruxaria na Europa ocidental era diferente de todos os outros tipos de bruxaria em um aspecto notável. Na Europa os bruxos passaram a ser vistos como adoradores do diabo.  Era de fato uma prática a igreja  estigmatizar todos os grupos religiosos dissidentes com os crimes mais hediondos constantes dos códigos de conduta. A população do período medieval vivia com medo: medo de doenças, fome, guerras, impostos, da morte e do inferno. Era também uma sociedade que acreditava no sobrenatural, no poder do diabo e seus demônios, no poder das forças das trevas e em bruxaria.


       Elas também, como as pessoas do período antigo, relacionavam as catástrofes naturais e os problemas familiares como impotência, infertilidade, crianças natimortas ou mortalidade infantil, sendo os dois últimos itens, o motivo de tantas parteiras serem acusadas de bruxaria. As acusações eram geralmente levantadas por vizinhos indispostos contra mulheres específicas: velhas, solitárias, impopulares, neuróticas, insanas, mal humoradas, promíscuas, praticantes de medicina popular ou parteiras, mulheres que por motivos variados, haviam se tornado alvo do ódio local. Pessoas com algum sinal, verrugas, alguma deficiência física, que tinham animais domésticos principalmente gato preto ou outros animais, eram suspeitas (uma grande quantidade de gatos morreu queimado, por que eram relacionados ao demônio). A maioria das vítimas da fogueira e de torturas eram as mulheres porque a igreja dizia que eram mais lascivas, dissimuladas muito mais carnais que os homens e que praticavam sexo com o diabo. Reuniam-se em seus sabás e praticavam todo tipo de orgia, infanticídio canibalismo (homens também).

       O livro O Martelo das Feiticeiras, foi escrito por dois padres dominicanos Heinrich Kramer e James Sprenger, em 1484, que foram nomeados pelo papa Inocêncio VIII como inquisidores para julgar feiticeiras nas regiões que hoje compreendem a Áustria e Alemanha. É um compendio do que era na época, o conhecimento recebido sobre os bruxos adoradores do diabo, e declarava que qualquer pessoa que não acreditasse em bruxos era culpado de heresia. Era também um trabalho de misoginia e obsessão sexual patológicas, insistindo particularmente na capacidade do diabo e suas bruxas, para remover o órgão sexual masculino, causando castração temporária ou permanente. Os autores viam isso com horror, não porque impedisse que os homens se dedicassem à vida sexual, mas porque negava ao homem a sua masculinidade e também a chance de dominar o impulso sexual e conquistar uma vida de castidade voluntária, o estado mais elevado que se podia atingir na terra. Para o autor Norman Cohn, localiza o desenvolvimento do culto satânico dos bruxos no processo cumulativo de propaganda, através do qual os dissidentes religiosos foram satanizados, um processo que começou com o retorno da heresia à Europa ocidental no século XI, e especificamente, em 1022 quando um grupo de místicos ascetas pios, os quais negavam diversos postulados da crença cristã, e foram queimados como bruxos em Orléans.

       Vários grupos heréticos foram classificados como adoradores do diabo, mas na realidade eram puritanos castos, que exaltavam a vida celibatária. Seus perseguidores eram também celibatários fervorosos, mas que não admitiam discordâncias religiosas. Acusavam-nos de hipocrisia, que usavam seu celibato como um disfarce para suas mais nefandas atividades sexuais. Mas porque tantas pessoas foram condenadas e queimadas na fogueira ou morreram sob tortura? No começo quem acusava tinha que provar fornecendo provas e convencer o juiz, se isto não acontecesse era essa acusadora que sofreria o ordálio, pelo fogo ou água. A partir do século XII, com a revitalização do direito romano, levou à introdução do sistema de inquirição no processo judicial. Este método apoiado na tortura, assegurava confissões mais frequentes.
       Com a retirada da pena judicial para os acusadores que não conseguiam provar, incentivou as acusações. As torturas eram tão cruéis que muitos confessavam, porque não aguentavam mais tanto sofrimento e dor. E todos os denunciados, acusados ou não, eram obrigados a pagar os processos, sendo que muitos perdiam os seus bens ou o pouco que tinham. Alguns para fugirem da tortura, suicidavam-se e até o caso de um homem que tentou cortar própria língua, mas o que conseguiu foi lacerações na boca e foi obrigado a escrever seu relato. Algumas pessoas distintas como homens e mulheres da nobreza ou com alta posição, bispos e outros prelados, juízes e administradores de alto escalão, raramente conseguiam comprar sua segurança e se livrar do perigo iminente, outros achavam que em troca de uma confissão manteriam suas riquezas ,  propriedades e principalmente, suas vidas. Mas infelizmente isso não acontecia, assim que confessavam, eram jogadas na fogueira como qualquer outra pessoa. Posteriormente os senhores feudais e os bispos locais tomavam posse das suas propriedades e dos condados.
    
       As disputas pelo papado, levaram a acusações contra o papa Silvestre II (999-1003) que teria feito um pacto com o demônio para conquistar conhecimentos de magia. O papa Gregório VII foi denunciado no sínodo de Brixen (1080) por ter como o papa Silvestre II, estudado magia em Toledo e se tornado um necromante. O imperador   Frederico II, apelidado de “A maravilha do mundo” que tinha uma grande variedade de interesses intelectuais, também conquistou uma reputação por seus conhecimentos de magia. Os processos mais espetaculares por causa da magia ritual, foram incitados pelo Estado. O rei Filipe IV da França (1285-1314) realizou uma série de julgamentos públicos, como parte de seu esforço para controlar a Igreja e estabelecer o domínio absoluto sobre seu reino. O papa Bonifácio VIII (1294-1303) inimigo feroz de Filipe IV, foi postumamente processado por negar o cristianismo, sodomia e praticar magia. O bispo Guichardo de troyes foi julgado com base em evidências falsas fornecidas por rivais políticos e eclesiásticos sob as acusações de invocar demônios, convocar o diabo, relacionar-se com bruxos e praticar o maleficium contra a família real. Até os cavaleiros templários foram acusados de idolatria, sodomia e adoração do Diabo. O invejoso rei Filipe IV, fez as denúncias contra  os Cavaleiros e toda a riqueza, influência e poder da Ordem foram à ruína.

       A extensão da “caça às bruxas” é espantosa. No fim do século XV e no começo do século XVI, houve milhares de execuções na Alemanha, na Itália e em outros países. A partir de meados do século XVI, o terror se espalhou por toda a Europa, começando pela França e Inglaterra. Estima-se que o número de execuções em seiscentas por ano para certas localidades, uma média de 2 por dia, exceto aos domingos. Novecentas bruxas foram executadas num único ano na área de Wertzberg, e cerca de mil na diocese de Como. Em Toulouse, quatrocentas em um dia; em 1585, no arcebispado de Trier, duas aldeias foram deixadas apenas com duas mulheres moradoras cada uma. O total de vítimas pode chegar a cem mil pessoas, incluindo mulheres, homens, velhos e crianças dos quais a maioria eram cristãos, porque a população pagã na Europa nesse período era muito reduzida.
         
                       
                                Bibliografia utilizada pela autora:



 Gardner, Gerald B.: A bruxaria hoje.

 Farrar , Janet e Stewart : Oito sabás para bruxas

 Heinrich, Kramer; Sprenger, James: O martelo das feiticeiras.

 Lewis, Brenda R.: A história secreta dos papas.

 Lopes, Roberto: O livro da bruxa.

 Osuna, Montse : O livro secreto da magia celta.

 Prieto, Claudinei: Abc da bruxaria.

 Richards, Jeffrey: Sexo desvio e danação: As minorias na idade média.

 Russel,Jefrey B., Brooks,Alexander: história da bruxaria.

 Eliz Darcila Coelho Pinto

Graduanda do curso de bacharel em História na ULBRA Campus Canoas.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

NOSSA HISTÓRIA


 Para melhor compreendermos nossa história é bom lembrarmos que a temos dividida por eras cronológicas para facilitar o estudo desta ciência, sendo que temos um período antes da escrita e depois desta (pré-história e história). É interessante percebermos que a pré-história é um período que se dá antes dos símbolos que formam uma forma de linguagem de comunicação utilizada em documentos para contar o modo de ser e viver de um povo, como por exemplo, as escritas em pergaminhos sobre práticas religiosas no Egito, paredes com representações políticas na Grécia e outros exemplos que temos ao longo de nossa contextualização histórica.
  

 Na pré-história analisamos a importância da divulgação de um grupo se organizando através de pinturas rupestres e alguns utensílios encontrados, arqueólogos analisam algumas gravuras em cavernas e percebem a importância deste achado que nos informam como era o tipo de caça, a forma de algumas criaturas e até algumas ações de grupo que nossos ancestrais deixavam marcadas nos espaços que habitavam. Seriam capazes de perceber que tais gravuras poderiam servir para que mais adiante no tempo outra sociedade pudesse tentar entendê-los? Conforme pensamos pode ser que não, mas somente eles e elas daquela era poderiam nos responder.
  A história começa com alguns símbolos que começam a formar um dialeto escrito em pedras, paredes e até algumas formas primitivas de papeis, na qual homens e mulheres começam a narrar o contexto social, religioso e até político de uma sociedade que começa a se organizar em determinadas regiões da Mesopotâmia. O interesse pela escrita como forma de deixar marcados os acontecimentos da época, nos colocando a disposição preciosas informações para que pudéssemos estudar sua forma de organização.
  A partir de então compreendemos a necessidade e importância de uma ciência que venha a ter uma respeitosa credibilidade para observar, analisar e estudar cada período histórico para que através do passado possamos entender nosso presente para assim melhorar nosso futuro.


Jéferson Cristian Guterres de Carvalho
Graduando em bacharel em História na ULBRA Canoas e colaborador deste blog.
Canoas, 03 de setembro de 2012.